Unitas Multiplex
Caos. Complexidade. Confabulações Contínuas.
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Por que deveria meu nome ser lembrado?

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Postado em domingo, 8 de novembro de 2009 por Sil Drabeski

"Outrora pensei: em tempos distantes
Quando tiverem ruído as casas onde moro
E apodrecido os navios em que viajei
Meu nome ainda será lembrado
Juntamente com outros.

Porque louvei as coisas úteis, o que
No meu tempo era tido como vulgar.
Porque combati as religiões
Porque lutei contra a opressão ou
Por um outro motivo.

Porque fui a favor dos homens e tudo
Coloquei em suas mãos, honrando-os assim
Porque escrevi versos e enriqueci a língua
Porque ensinei o comportamento prático ou
Por qualquer outro motivo.

Por isso achei que meu nome ainda seria
Lembrado, em uma pedra,
Estaria meu nome, retirado dos livros
Seria impresso nos novos livros.

Mas hoje
Concordo em que seja esquecido
Por que
Perguntariam pelo padeiro, havendo pão suficiente?
Por que
Seria louvada a neve que já derreteu
Havendo outras neves para cair?
Por que
Deveria um passado, havendo
Um futuro?

Por que
Deveria meu nome ser lembrado?"
(BERTOLD BRECHT).

.....
Este poema do Brecht me chamou a atenção hoje. Lembrou-me algo que eu ainda não consigo ter palavras para explicar, mas na essência, diz respeito a importância da única coisa que permanece: o movimento!
E como Brecht, acho que hoje em dia já nem me importo quanto à autoria das minhas idéias... elas são do mundo... elas ficarão.. e eu um dia serei esquecida!



Marcadores: Brecht

Distração - Clarice Lispector

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Postado em quarta-feira, 28 de outubro de 2009 por Sil Drabeski

Mais um texto interessante da Clarice... esse eu não tinha lido ainda! E me identifiquei, rs.

"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos." (Clarice Lispector).



Marcadores: Clarice Lispector

Life is MiNiMaL

1 comentário
Postado em sábado, 24 de outubro de 2009 por Sil Drabeski



Meu ex namorado gostava de fundos e imagens minimalistas... achei algumas muito legais e vou postar aqui as que mais gostei! 



 

 

 

 

 

 

 

 

Tem bem mais, em um pacote que fiz dowload.. só não lembro o site, mas quem quiser, pode me pedir que eu envio!  Eu nem sei direito a que se refere o 'estilo' minimalista, mas provavelmente há informações na net a respeito. As imagens que encontro, acho 'esteticamente belas', clean, confortáveis de olhar, sendo muito expressivas ao mesmo tempo!
E acho até que o meu novo layout do blog agora... está com uma cara meio minimalista... rs rs... tenho certeza que uma pessoa que conheço iria gostar!
Enfim...
Life is MiNiMaL!!
Carpe Diem...



Marcadores: Minimal

E não há mais louco possível?

0 comentários
Postado em segunda-feira, 12 de outubro de 2009 por Sil Drabeski

 Um trecho de Além do Bem e do Mal, de Nietzsche, caiu muito bem nesse momento...

"Seja hedonismo, seja pessimismo, utilitarismo ou eudemonismo: todos esses modos de pensar que medem o valor das coisas conforme o prazer e a dor, são ingenuidades e filosofias de fachada... A nossa compaixão é algo mais longividente e elevado - nós vemos como o ser humano se diminui, como vocês o diminuem! (...)
Vocês querem, se possível, e não há mais louco possível, abolir o sofrimento; e quanto a nós? - parece ainda que nós o queremos ainda mais, maior e pior do que jamais foi! Bem estar, tal como vocês o entendem - isso não é um objetivo, isso nos parece um fim! Um estado que em breve torna o homem ridículo e desprezível - que faz desejar o seu ocaso! A disciplina do sofrer, do grande sofrer, - não sabem vocês que até agora foi essa disciplina que criou toda excelência humana? A tensão da alma na infelicidade, que lhe cultiva a força, seu tremor ao contemplar a grande ruína, sua inventividade e valentia no suportar, persistir, interpretar, utilizar a desventura, e o que só então foi lhe dado de mistério, profundidade, espírito, máscara, astúcia, grandeza - não lhe foi dado em meio ao sofrimento, sob a disciplina do grande sofrimento?
No homem estão unidos criador e criatura: no homem há matéria, fragmento, abundância, lodo, argila, absurdo, caos; mas no homem há também criador, escultor, dureza de martelo, deus-espectador e sétimo dia - vocês entendem essa oposição? E que a sua compaixão diz respeito à 'criatura do homem', ao que tem de ser formado, quebrado, rompido, forjado, queimado, encandescido, purificado, - ao que necessariamente tem de sofrer, e deve sofrer? Mas há problemas mais elevados do que a dor, prazer e compaixão... "



Marcadores: compaixão, Nietzsche

Epígrafe

0 comentários
Postado em domingo, 27 de setembro de 2009 por Sil Drabeski

Acho que a seguinte frase faltou nas frases de epígrafe da monografia:

"O que está hoje a morrer não é a noção de homem, mas sim a noção insular do homem, separado da natureza e da sua própria natureza; o que deve morrer é a auto-idolatria do homem, a maravilhar-se com a imagem pretensiosa de sua própria racionalidade." Edgar Morin


Mas vai poder ir para o ultimo slide de apresentação!

Apresentação será Dia 01/10/09, manhã, no setor de psicologia da UFPR, Curitiba!



Resumo de "O ser humano e a humanidade morinianamente"

2 comentários
Postado em domingo, 13 de setembro de 2009 por Sil Drabeski

"O ser humano e a humanidade do ponto de vista de Edgar Morin e de sua teoria da complexidade: reflexões da epistemologia à psicologia em geral".


RESUMO

A presente monografia tece considerações teóricas e críticas a respeito do paradigma da complexidade, da compreensão de ser humano e humanidade engendrada por Edgar Morin e estabelece algumas implicações destas considerações à Psicologia de modo geral. Visou-se compilar idéias na temática e repensá-las criticamente, buscando promover um diálogo argumentativo acerca das questões em foco, apontando quais pontos deste assunto carecem de maiores investigações e reflexões. Para tal propósito de pesquisa bibliográfica, adaptou-se a metodologia hermenêutica proposta por Antonio Carlos Gil. Como referências centrais, empregaram-se as obras morinianas ‘O Método 5’, ‘O paradigma perdido’ e ‘Introdução ao pensamento complexo’, entre outros textos de apoio. Assim, a pesquisa considera a necessidade de superar a hegemônia do paradigma simplificador (cartesiano) e apresenta os dilemas centrais inerentes à Psicologia e sua constituição. Essencialmente, debate diversas questões concernentes à visão de Edgar Morin sobre a condição humana e a complexidade do homem diante de suas múltiplas dimensionalidades interconectadas e sobre o conceito de Unitas Multiplex, revelando novos olhares para a Psicologia. Em síntese, as conclusões argumentam que o humano encontra-se irrevogavelmente ‘complexo’, no início de sua constituição, ligado à natureza e à sua animalidade, e é um ser bipolarizado, possuídor de diversas contradições, paradoxos e antagonismos. Outrossim, a Psicologia passa a repensar a condição humana como objeto de estudo, a ponderar a possibilidade de tratar a dispersão e a pluralidade das linhas teóricas em Psicologia como fundamentais e a ter o convite de explorar mais a teoria da complexidade como sua nova fonte de investigação.

Palavras chave: complexidade, humano, humanidade, psicologia, epistemologia.

_______*________
O dia da apresentação desta monografia está chegando... Os slides em power point estão prontos! Acho que vou dar meu show, e arrasar..... Assim espero!!! Logo, no setor de psicologia da UFPR! Aguardem!!! Pois também pretendo publicar um artigo, e passar a monografia em pdf pro pessoal em quem confio!! E claro, fazer alguns novos posts aqui sobre as conclusões morinianas e psicológicas!





Marcadores: Complexidade, epistemologia., humanidade, humano, psicologia

A questão do amor

0 comentários
Postado em domingo, 23 de agosto de 2009 por Sil Drabeski

“A questão do amor regressa a esta posse recíproca: possuir o que nos possui. Somos produzidos por processos que nos precederam; somos possuídos por coisas que nos ultrapassam e que irão para além de nós, mas de uma certa forma, somos capazes de as possuir. Por outro lado, sempre, a dupla posse, constitui a trama e a própria experiência das nossas vidas. E terminarei dando à procura do amor a fórmula de Rimbaud, a da procura de uma verdade que esteja, ao mesmo tempo, numa alma e num corpo.”

Edgar Morin. Amor, Poesia, Sabedoria.

Encontrado em: http://sol.sapo.pt/blogs/Sara5/default.aspx



As visitas de Morin ao Brasil

0 comentários
Postado em quinta-feira, 16 de julho de 2009 por Sil Drabeski

As visitas e entrevistas com bate papos de Edgar Morin no Brasil estão cada vez mais freqüentes.
Hoje ele esteve no Teatro Sesc Anchieta (SP) lançando seu novo site no porta SESCSP, e amanhã ainda vai estar na Livraria Cultura do Bourbon Shopping Pompéia!

Pena que não estou em SP para participar!
Quero tanto apertar a mão desse ilustre! Cumprimentá-lo!



O que é epistemologia? Elogio ao artigo sobre a epistemologia da complexidade, de Francelin

1 comentário
Postado em domingo, 21 de junho de 2009 por Sil Drabeski

A intenção deste post é compartilhar as novas bibliografias referentes ao estudo da complexidade as quais ando tendo acesso. Também é, egocentricamente, dizer (mais uma vez) que estou orgulhosa de mim mesma, e desta vez não é porque consigo vasculhar as bibliotecas da internet muito bem, e deparar-me com os artigos de que preciso, mas porque estou conseguindo ler todos eles e podendo-os integrá-los (as citações mais preponderantes) à minha pesquisa sobre a relação do conceito / noção de ser humano moriniano com a psicologia.

(Imagem: Jackson Pollock - Stnographic Figure - 1943, retirada do blog http://curiosaidentidade.blogspot.com/ )

Quero, tão logo, poder comunicar todas as referências destes artigos, inclusive de duas teses de pós-graduação no tema. Por ora, vou indicar um que muito me chamou a atenção, o artigo "Abordagens em epistemologia: Bachelard, Morin, e a epistemologia da complexidade", de Marivalde Moacir Franceli (2005), oriunda de sua dissertação de mestrado.

Engraçado que este foi o último artigo que deixei para ler diante da gama que coletei, porque pensei (e depois descobri que erroneamente) que seria mais um daqueles textos que aludem cansativamente aos conceitos de dois filósofos ( no caso Morin e Bachelard) inchando-o de termos difíceis e de pouco esclarecimento para os leigos, no geral. (Pois neste interím de leitora e pesquisadora tenho visto artigos que falam de pressupostos, a exemplo os de Kant e de Marx, dessa maneira dificultosa: mesmo sabendo que são teorias profundas, os intérpretes acabam tornando as leituras mais incompreensíveis ainda).

Qual foi o meu espanto com a facilidade de articulação das palavras e a possibilidade de ler um texto limpo, objetivo, simples e sem grandes rodeios! Que delícia, o texto flui muito bem, é simultaneamente flexível e explícito, palpável; o que quer se dizer é facilmente captado, é evidente. Só a possibilidade de ler um resumo singelo e concreto sobre o que é epistemologia no item 'abordagens em epistemologia' vale a parada dos 10 minutos para apreciá-lo.

Tendo como base Hilton Japiassu, Francelin (2005) faz em seu artigo uma ótima e interessante revisão sobre o que é epistemologia.Anuncia que a princípio, "A epistemologia preocupa-se com a história das ciências, com a arqueologia e as relações da ciência com a sociedade que a produz, interferindo tanto em sua organização interna quanto em suas aplicações” (p.104) e que este discurso (logos) sobre a ciência (episteme) vai mais além do que simplesmente discutir a estrutura de uma disciplina científica e delimitar o campo de estudos desta. A epistemologia estuda não somente a práxis científica, mas o processo de desenvolvimento científico e pergunta-se sobre as relações da ciência com a sociedade, entre a ciência e as instituições científicas, entre as diversas ciências, etc, sendo que parte de seus estudos a iniciativa para a discussão dos paradigmas científicos evidenciando assim que a epistemologia possui como caracteristica a interdisciplinariedade.

E para não postar aqui o texto integralmente e incentivá-los a sua leitura completa, vou apenas apontar mais alguns trechos que chamam a atenção aos epistemólogos e teóricos do pensamento complexo.



“Pode-se dizer que a própria epistemologia, enquanto disciplina, comporta, ao longo de seu desenvolvimento um caráter interdisciplinar direcionando-se para a complexidade”(p.102).

“A complexidade moriniana não traz em si complicadores, pelo contrário, traz a possibilidade de pensar o ser em si, sua relação com o mundo, as relações do mundo com o mundo e do ser com o ser. Nesse caso, a epistemologia proposta por Morin é uma epistemologia aberta, sem um princípio rígido norteador. Esta parte dos eventos do conhecimento, para estudar o próprio conhecimento: o conhecimento do conhecimento. É a partir do conhecimento do conhecimento que se constitui a epistemologia da complexidade, um conhecimento que pensa a conhece os limites do próprio conhecimento”. (p.107).

“A epistemologia da complexidade vê complementariedade nos antagonismos, ou seja, a relação e a complementação mútua de posições opostas ou contrárias, sendo ao mesmo tempo a disciplina que engloba e é englobada pelo objeto sem, necessariamente, isolar ou estar isolada” (p.108).

Uma epistemologia deste tipo “lança uma multiplicidade de abordagens epistemológicas que, além de contemplar os aspectos biológicos, sociais, culturais e psicológicos, os relaciona”. (108).

“Não se deve entender o pensamento complexo como uma via de mão única, sistêmica, totalizante e/ou suficiente em si mesma”.


Francelin finaliza declarando que o pensamento complexo é uma grande contribuição dada, por Edgar Morin, ao próprio pensamento. Para o autor, é uma proposta nova é uma proposta reiterada. E conhecer a partir do mesmo é uma das formas mais elevadas de conhecimento.

Seu texto encontra-se disponível na revista Transinformação, da Puc de Campinas, Volume 17, N. 02, de 2005. Arquivo em PDF na internet disponível para download no site desta revista: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/
ou diretamente aqui: http://biblioteca.ricesu.com.br/ler.php?art_cod=1181

E olha só, há mais um artigo relacionando Bachelard e Morin, da revista da Furg-RS: http://www.remea.furg.br/edicoes/vol20/art14v20.pdf
Mas este não li ainda, vou lê-lo exatamente agora...

Um bom domingo a todos!



Marcadores: epistemologia da complexidade

A mãe para os teóricos da complexidade

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Postado em domingo, 10 de maio de 2009 por Sil Drabeski

Neste dia das mães, mira veja como uma pessoa que pensa de maneira complexa compreende a mãe:

"A mãe não é apenas a mãe grávida, que amamenta e depois acaricia: é a representante junto ao recém-nascido de três milhões de anos de humanização, já na forma como o acaricia. A mãe é, ao mesmo tempo, a sociedade e a História" (CORNELIUS CASTORIADIS, in PARA SI E SUBJETIVIDADE, p.43, disposto em O PENSAR COMPLEXO, EDGAR MORIN E A CRISE DA MODERNIDADE, 1999).




Parabéns à todas as mães, mulheres humanas!



Marcadores: mãe, pensamento complexo, teoria da complexidade
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Quem sou eu

Sil Drabeski
Curitiba, PR, Brazil
Psicóloga recém-formada, 26 anos... Complexa e interessada na complexidade, na ciência e filosofia. Gosto por pessoas destoantes, poesias sofisticadas, filmes dramáticos e músicas aconchegantes-eletrizantes. Sem religião, agnóstica. Crítica, mais cética do que dogmática... Paradoxal e mutante!!
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Frases com as quais me identifico, acho interessante, me revelam.. afinal somos um misto do que sentimos, lemos, vivemos..

"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia".

"Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto."

“Aquilo que o ‘eu’ tem de único se esconde exatamente naquilo que o ser humano tem de inimaginável. Só podemos imaginar aquilo que é idêntico em todos os seres humanos, aquilo que lhes é comum. O ‘eu’ individual é aquilo que se distingue do geral, portanto aquilo que não se deixa adivinhar nem calcular antecipadamente, aquilo que precisa ser desvelado, descoberto e conquistado do outro”

"Aquilo que os homens chamam de amor é muito pequeno, muito limitado e frágil, comparado a essa inefável orgia, a esta sagrada prostituição da alma que se dá inteira, poesia e caridade, ao imprevisto que surge, ao desconhecido que passa.
É bom alguma vez lembrar aos felizes deste mundo, ao menos para lhes humilhar por um instante o orgulho tolo, que há felicidades superiores à deles, mais vastas e mais requintadas. (...)" (Charles Baudelaire)

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"O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão".

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca" (Clarice Lispector).

“Meu coração fica todo àspero, esfola meu peito como uma espada de dois gumes, por um lado, adoro sua magnificência, por outro, desprezo sua pronúncia relaxada"

"Terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária" (Clarice Lispector)

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“- Mas ainda me ressinto da ordem habitual. Não me permitirei ainda aceitar a sequência das coisas. Caminharei; não mudarei o ritmo da minha mente, parando, olhando; caminharei. Subirei por esses degraus até a galeria e me submeterei à influência de mentes como a minha, fora da sequência".

"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar."

"Você compreende que o que eu andei dizendo esta noite só superficialmente dá uma idéia de mim. Por dentro, no momento em que me mostro mais incongruente, sou também um ser integrado. Simpatizo de modo efusivo; contudo, recebo com frieza o que aparecer. Poucos dentre vocês, que agora discutem sobre a minha pessoa, dispõem dessa dupla capacidade de sentir e de raciocinar (...) Também eu sou por demais complexo. No meu caso, algo sempre flutua desvinculado de tudo".

"As únicas palavras que compreendo são gritos de amor, ódio, fúria e dor".

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“O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!” (Florbela Espanca)

"Amo com tamanha ferocidade que morro quando o objeto de meu amor mostra por uma só frase que pode escapar".

"Se existe algum tipo de mágica nesse mundo, deve estar na tentativa de entender alguém, de compartilhar alguma coisa. Eu sei, é quase impossível conseguir, mas... quem se importa? A resposta deve estar na tentativa, e ainda assim é possível amar completamente mesmo sem compreender completamente"

"Também desejo aumentar minha coleção de valiosas observações sobre a verdadeira natureza da vida humana. Meu livro sem dúvida terá vários volumes, abrangendo todas as variedades conhecidas de homens e mulheres. Minha sede é contínua, insaciável".

"...Estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda" (Clarice Lispector).

Loading...

"A quem darei tudo o que flui através de mim, de meu corpo cálido, meu corpo poroso? Juntarei minhas flores e as darei - Oh, a quem? Quero dar; quero enriquecer alguém, quero devolver toda essa beleza ao mundo - Oh - A quem?" (Virgínia Woolf)

"O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão".

“Eu quero amar, amar perdidamente. Amar só por amar”. (Florbela Espanca).

“Desconfiai do mais trivial , na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente:

não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,

pois em tempo de desordem sangrenta,

de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumanizada,

nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar” (Bertold Brecht)

“Que é o amor?
A necessidade de sair de si.
O homem é um animal adorador
Adorar é sacrificar-se e prostituir-se
Assim, todo amor é prostituição”.

“-Diga, homem enigmático, de quem gosta mais? De seu pai, de sua mãe, de sua irmã ou de seu irmão?

- Não tenho pai, nem mãe, nem irmã, nem irmão.

- Amigos?

- Você usa de palavras cujo sentido até aqui desconheço.

- Pátria?

- Ignoro que latitude se situa.

- Beleza?

- Deusa imortal, de bom grado a amaria.

- O ouro?

- Odeio-o como você odeia a Deus.

-Mas que gosta então, estrangeiro extraordinário?

- Das nuvens... as nuvens que passam... lá longe... lá longe... as maravilhosas nuvens!" (Charles Baudelaire)


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